1. Medo do sentir-se
bem – O alcoólico simplesmente não está
acostumado a ver as coisas correndo bem. Pensamentos do tipo “Minha
vida está tão boa, o que será que vem por aí?”
ou então “Eu não mereço”.
2. Negação
do stress e da ansiedade – Sentir-se ansioso diante de mudanças
é normal. Só que o alcoólico, campeão
em negação, agora nega o medo que está sentindo,
dizendo que sua vida está cor-de-rosa, não tem mais
problema algum (o único era a bebida) e que por isso não
é preciso mudar mais nada.
3. Compromisso inflexível
com a abstinência - “Só eu sei a desgraça
que o álcool foi na minha vida, por isso eu tenho absoluta
certeza que nunca mais vou beber!”.
4. Compulsão em
impor sobriedade aos outros – Ele simplesmente não
consegue entender que outros bêbedos possam não quer
parar de beber e ingressar no CEREA ou AA
5. Atitude defensiva
em falar sobre si mesmo ou sobre sua recuperação –
Os depoimentos são no plural “nós alcoólatras
somos assim” ou sobre os outros “eu sabia que Fulano
ia se dar mal”. Ele só não consegue falar dele
mesmo.
6. Comportamento rígido
e repetitivo - Depoimentos sempre iguais, nada se modifica.
7. Comportamento impulsivo
– Emoção supera a razão.
8. Tendência ao
isolamento.
9. Visão em túnel
(segmentar) de aspectos de sua vida – Só enxerga alguns
aspectos de sua vida, como um motorista que entra em um túnel
escuro e só vê o ponto de claridade da saída.
Depoimentos enfatizando sempre a mesma coisa.
10. Depressão
leve – Falta de atenção, afetos pequenos, excesso
de sono.
11. Perda de planejamento
construtivo – Metas fantasiosas, excesso de atenção
a detalhes sem importância.
12. Planos começam
a não dar certo.
13. Pensamento sonhador
– Síndrome do “se”: “Ah, se eu não
tivesse feito aquilo”, “Ah, se eu ganhar na loteria”.
14. Sensação
de que nada dá certo na vida – Nem pode, se todos os
planos são fantasias.
15. Desejo imaturo de
ser feliz – Sem saber dizer o que é felicidade para
ele, sem definir o que é que o faria feliz e também
sem fazer o seu lado para atingir a “felicidade”.
16. Períodos de
confusão mental.
17. Irritação
com as pessoas e atitude de confronto com o CEREA ou AA –
Baixa tolerância com companheiros que fazem depoimentos que
não lhe agradam, com coordenadores que não o chamam
e com pessoas que não agem de acordo com sua vontade.
18. Irritabilidade fácil
– Inclusive passa a ter medo de suas reações
de raiva.
19. Hábitos alimentares
irregulares.
20. Indiferença
frente à vida – Dificuldade de entrar em ação.
21. Irregularidade de
sono – insônia uma noite, exaustão e muito sono
no dia seguinte.
22. Perda de estrutura
de 24 horas - Um dia sobrecarregado, outro sem ter o que fazer.
23. Períodos de
depressão profunda – isolamento, irritabilidade, raivas,
medos, pensamentos de “ninguém se importa comigo”.
24. Ida irregular ao
CEREA ou AA – Começa a questionar o CEREA ou AA (manipulação).
Primeiros pensamentos de “será que eu sou mesmo alcoólatra?”
25. Atitude de “estou
pouco ligando para o que acontece”, acompanhada de autopiedade.
26. Rejeição
de ajuda - Com atitude muda, silenciosa, ou então com raiva.
27. Insatisfação
com a vida, sensação de vida ingerenciável
– Pensamentos de “se eu estivesse bebendo, as coisas
não poderiam estar pior.”
28. Intensa sensação
de desamparo e impotência.
29. Intensa autopiedade
– síndrome do “coitadinho de mim”.
30. Vontade de voltar
a beber socialmente (na busca de alívio).
31. Mentiras conscientes
– Julga só ter como opções a loucura,
o suicídio ou voltar a beber.
32. Perda completa da
autoconfiança – Sente-se incapaz de sair da armadilha
que ele mesmo criou.
33. Raivas irracionais
(do mundo, da vida, de algumas pessoas, de si mesmo).
34. Abandono de tratamento
e recuperação – Desaparece também do
CEREA ou AA
35. Sente esmagadora
solidão, frustração, raiva e ansiedade.
36. Volta a beber (com
intenção de manter a bebida sob controle).
37. Perda do controle
sobre a bebida.